segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

MEU ELOGIO AO "NATAL CRISTÃO" do livro: MAGNUS ASINUS #MAGNUSASINUS

 

Defendemos mesmo o Sola Scriptura ou só somos papagaios que repetem algo decorado?

A LITURGIA DA MENTIRA E O TRIUNFO DA IGNORÂNCIA: MEU ELOGIO AO "NATAL CRISTÃO"

Ó, vós, Arquitetos do Calendário Sagrado — um calendário jamais ordenado e jamais comemorado pelos apóstolos!

Vós, que ornamentais cruzes com tecidos decorativos e vos tornais as verdadeiras estrelas em vossos palcos iluminados.

É com um espírito festivo que me curvo diante da vossa mais espetacular demonstração de autonomia digna de reverência: a celebração do Natal!

Vós, que jurastes defender aquela doutrina "chata" e "restritiva" que ensina que só devemos fazer no culto o que Deus ordenou expressamente na Sua Palavra, mereceis um troféu pela vossa agilidade em jogar esse princípio na fossa assim que as luzes de dezembro se acendem.

Louvamos a vossa audácia em declarar a Deus: "Senhor, Tua Palavra é suficiente, mas nós tivemos uma ideia melhor que a Tua!".

Vejamos a glória dessa vossa rebeldia piedosa e sábia em quatro atos sublimes:

1. O Elogio à Correção do "Esquecimento" Divino

Aplaudimos a vossa sabedoria superior à dos Apóstolos e à do próprio Cristo!

Vós percebestes uma "falha" imperdoável nas Escrituras: Deus, em Sua onisciência, esqueceu-se de instituir uma festa para o aniversário de Seu Filho. Mas as vezes vocês não fazem bolo, e acho que isso irrita a divindade!

Fico abismado em notar a altura e a profundidade de vossa sabedoria ao incluir no culto tantos elementos jamais instituídos por Deus. E vós o fazeis com tanto amor, pois sois zelosos em suprir aquilo que o Criador, por descuido, esqueceu de mandar.

E o que dizer do modo como conduzis as apresentações? É de uma beleza humana inigualável! Pois, ao final, quem recebe a glória, as flores e os aplausos eufóricos não é o Deus invisível que observa o culto que ele jamais instituiu, mas os atores e músicos dessa festa imprescindível.

Quando as apresentações terminam e as ornamentações natalinas são recolhidas, são eles — os que no palco brilharam — que receberão os elogios.

Parabéns. Vós conseguistes. Parabéns por transformardes o Santo dos Santos em um auditório barato, e a adoração — o fôlego de vida da igreja — em mero aplauso à vaidade humana.

É com um aperto no peito que vos 'louvamos' por terdes amputado a língua da Noiva de Cristo. Vós matastes o canto congregacional. Onde antes se ouvia o trovão dos redimidos cantando ao seu Redentor, agora reina o silêncio passivo de uma plateia entretida, interrompido apenas pelos solos dos vossos artistas gospel.

Vós ignorastes os Salmos. Rejeitastes o hinário inspirado pelo próprio Espírito Santo, achando-o 'insuficiente' para o vosso espetáculo de luzes.

Mas... pensando bem... talvez haja nisso uma severa misericórdia. É um alívio, um doloroso alívio, que vós não useis os Santos Salmos em vossa profanação. Que a pureza dos louvores inspirados não seja arrastada para a lama da vossa liturgia.

Deixai os Salmos em paz.

Já basta o que fazeis com os pobres 'textos natalinos'. Vossos líderes, esses homens tão 'aptos a ensinar' (e inaptos a reconhecer a verdade), já os violentam o suficiente. Eles sobem ao púlpito para distorcer a Escritura, mentindo com aquela mistura nauseante de burrice teológica, ignorância histórica e um refinado mau-caratismo.

Pelo menos, os Salmos permanecem imaculados, longe de vossas bocas. Amém.

Fico pensando como Deus é esquecido! Que descuido do Espírito Santo! Ele ordenou a Ceia, ordenou o Batismo, ordenou o Dia do Senhor... mas "esqueceu" a festa mais emocionante do ano.

Mas vós, ó Senhores da Liturgia, viestes para corrigir o erro de Deus! Onde a Bíblia é silenciosa, vós sois barulhentos. Onde o Princípio Regulador exige prova bíblica para qualquer elemento de culto, vós apresentais provas sentimentais: "Ah, mas é tão bonito!", "Ah, mas as crianças gostam!", "Ah, mas é uma oportunidade evangelística!".

Vós sois mais sábios que os Apóstolos, que nunca celebrara, essa data. Vós sois mais espirituais, é claro.

Louvamos a vossa sabedoria de achar que sabeis honrar a Cristo melhor do que a forma como Ele Próprio pediu para ser honrado. Vós transformastes o culto a Deus em culto à vontade humana (Colossenses 2:23). Vocês precisam ser honrados com mais avidez!

2. O Milagre do sincretismo santo

Ah, aqui reside a vossa genialidade ecológica! Vós sois os reis da reciclagem espiritual!

Deus, aquele Deus "rígido" do Antigo Testamento, ordenou especificamente que o Seu povo destruísse todos os monumentos de idolatria e não perguntasse "como serviram essas nações os seus deuses, para que eu faça o mesmo?" (Deuteronômio 12:2-4, 30-31) . Ele mandou queimar os bosques, derrubar os altares e não aproveitar nada da adoração pagã.

Mas vós! Ah, vós sois mais misericordiosos que Jeú, Josias ou Moisés . Vós olhastes para a Saturnália romana, para o culto ao Deus Sol (Mithra), para as árvores sagradas de Odin e para as festas de Yule e dissestes: "Vamos batizar isso!".

Bendito sejam, todos que colocam guirlandas e ornamentos temáticos no culto. O Senhor certamente os abençoará por tal zelo (Romanos 10:2-4).

Que alquimia! Vós pegastes a data do nascimento do deus Sol (25 de Dezembro), as árvores decoradas da idolatria germânica , as velas e fogueiras do solstício de inverno, as guirlandas que afastam maus espíritos, e as trouxestes para dentro do Santo dos Santos cristão!

Vocês são muito geniais! Me faltam palavras para elogiar-vos!

Elogio a vossa coragem de oferecer a Deus um culto que é um monumento à idolatria passada, e elogio ainda mais vossa habilidade de chamar tudo isso de benção.

Vós sois como uma esposa prostituta que guarda as fotos e os presentes dos ex-amantes na penteadeira para "honrar" o marido atual. Que marido não ficaria lisonjeado em receber uma festa preparada com os utensílios do seu inimigo? Em sua festa que ele jamais ordenou, com seus adereços e sermões falsos. Certamente o marido está satisfeitíssimo e cheio de alegria!

Certamente Deus deve estar "emocionado" ao ver Seu Filho sendo celebrado com os rituais que, por milênios, foram usados por ímpios para adorar demônios. Vossa capacidade de ignorar a santidade de Deus em nome da "cultura" é digna de um prêmio de grande amor sincretista e passapanista do século!

3. A Gloriosa Pregação da Mentira (A "Verdade" que não importa)

O Cristianismo é a religião da Verdade, e Deus não pode mentir. Mas vós, com uma destreza de ilusionistas, construístes a Maior Festa Cristã sobre um alicerce de Mentira Deslavada.

Vós sabeis — ou deveríeis saber, se estudassem a Bíblia em vez de blogs para pegar sermão pronto — que Jesus não nasceu em 25 de Dezembro. As Escrituras dizem que havia pastores no campo (Lucas 2:8), o que seria impossível no inverno chuvoso e frio da Judeia .

Mas que importa a verdade factual? Que importa a exegese histórica? A mentira é muito mais "aconchegante"! Louvamos a vossa habilidade de subir ao púlpito, abrir a Bíblia (o Livro da Verdade) e pregar, com lágrimas nos olhos, uma mentira papista.

Onde estão as hóstias que vocês não estão distribuindo piedosamente? E por qual motivo não enfeitam suas festas com varias imagens de jesus em vitrais, e nas projeções? Acho que estão falhando nisto.

Vós ensinais ao povo que mentir sobre o nascimento de Cristo é aceitável, lindo e emocionante.

Que a verdade se exploda!

E depois, quando o mundo incrédulo descobre que o Natal é uma fraude histórica, uma cópia pagã, e uma profanação ao culto verdadeiro em seu dia santo, o domingo, vós vos perguntais por que eles não acreditam quando falais da Ressurreição. Vós colocastes uma pedra de tropeço diante dos homens, mas o fizestes com luzes pisca-pisca, então tudo bem! Misturastes a santa palavra com tempero retirado da fossa, mas quem liga?

4. O Desprezo pelo Dia do Senhor (A Troca da pérola pelos porcos)

Devemos, no entanto, fazer uma pausa para reconhecer a vossa superioridade moral sobre o Filho Pródigo da parábola.

Aquele jovem, em sua fraqueza, olhou para as alfarrobas que os porcos comiam e teve uma crise de consciência. Ele reconheceu que o chiqueiro não era o seu lugar. Ele sentiu o estômago roncar de saudade do pão da casa do Pai e, num ato de "derrota", arrependeu-se e voltou.

Mas vós! Ah, vós sois de uma estirpe muito mais "resiliente"!

Vós olhais para a comida dos porcos — as festas pagãs, o teatro mundano, as inovações humanas — e não sentis saudade alguma do Pai. Pelo contrário! Vós decorais o chiqueiro com luzes pisca-pisca, temperais as alfarrobas com uma pitada de "graça comum" e chamais a lavagem de banquete gospel!

Onde o pródigo teve a decência de sentir fome da verdade, vós tendes a "sofisticação" de vos empanturrardes com a mentira.

Por fim, exaltamos o vosso desprezo pelo que é Santo em favor do que é humano.

Deus, em Sua graça, deu à Igreja um dia santo, autorizado e ordenado: o Dia do Senhor (o Domingo), o dia da Ressurreição, o verdadeiro Banquete que celebra toda a obra redentora.

Mas 52 dias santos por ano ordenados por Deus são "chatos" para vós. O Pão da Casa do Pai é muito sem graça. É na festa inventada que vocês dão o seu melhor!

Vós precisais de novidade. Vós precisais do "espírito de Natal". Vós gastais semanas ou meses ensaiando cantatas, decorando o templo, montando peças de teatro (que Deus nunca pediu) e gastando o dinheiro da oferta em ornamentos pagãos.

E o resultado? O povo ama o Natal e tolera o Domingo.

O povo lota a igreja para ver a árvore e o teatro — as alfarrobas bem decoradas —, mas boceja na pregação da Palavra no Dia do Senhor. Vós ensinastes o rebanho a amar a invenção humana mais do que a instituição divina.

 

Os ímpios que aplaudem vosso natal, não irão para o dia do Senhor de vossas igrejas.

Vós sois pródigos que nunca voltam, pois transformaram o chiqueiro em santuário.

Portanto, saudamos a vós, Pastores do Calendário Humano! Continuai a celebrar vossa festa não-autorizada! Continuai a ignorar a suficiência das Escrituras! Continuai a mentir sobre a data e a reciclar os ídolos de Roma e da Babilônia!

Vós provais que o Magnus Asinus é necessário. Prefiram zurrar "Noite Feliz" em torno de um pinheiro de Odin do que obedecer silenciosa e reverentemente ao Deus que disse: "Nada acrescentes às suas palavras".

Vossa piedade é uma mentira enfeitada, uma loucura humana que precisa ser elogiada, e vosso culto é um monumento à vossa própria vontade burra. Parabéns! O mundo ama o vosso Natal, e isso é a prova cabal de que ele não pertence ao Senhor.

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